Alfabetos de Luar
Título: Cartografia do Silêncio
[Verso I]
Nas margens oblíquas da memória,
onde a chuva arquiva nomes sem voz,
há cidades desenhadas a carvão
entre as linhas que ficaram por fechar.
Cada rua é um cálculo imperfeito,
cada sombra uma equação por resolver,
e eu caminho sobre mapas rasurados
que o tempo insistiu em esquecer.
[Pré-Refrão]
Há relógios enterrados no fundo dos jardins,
há promessas enferrujadas sob os jasmins,
e um eco que regressa sempre ao mesmo lugar,
como se o fim fosse apenas outra forma de começar.
[Refrão]
Se o silêncio tem fronteiras, eu atravessei-as todas,
levei nos bolsos tempestades e constelações remotas.
Entre aquilo que perdi e aquilo que nunca encontrei,
sou a soma dos caminhos onde me desencontrei.
E se a noite me decifra em alfabetos de luar,
que o amanhecer me invente sem me voltar a apagar.
[Verso II]
Os espelhos aprenderam novas línguas,
já não repetem aquilo que eu lhes dou.
Devolvem-me fragmentos de futuros
que nenhuma despedida atravessou.
Há um oceano dentro das paredes,
há marés escondidas sob o chão,
e uma bússola partida que persiste
em procurar o norte do coração.
[Pré-Refrão]
Há planetas naufragados nos arquivos da razão,
há incêndios adormecidos na geometria da paixão,
e um clarão que permanece quando tudo se desfaz,
como a assinatura invisível que o universo nos traz.
[Refrão]
Se o silêncio tem fronteiras, eu atravessei-as todas,
levei nos bolsos tempestades e constelações remotas.
Entre aquilo que perdi e aquilo que nunca encontrei,
sou a soma dos caminhos onde me desencontrei.
E se a noite me decifra em alfabetos de luar,
que o amanhecer me invente sem me voltar a apagar.
[Ponte]
Não há vitória nem derrota,
há apenas transformação.
Somos poeira organizada
a fingir que sabe a direção.
E quando as estrelas caem
para dentro do pensamento,
cada dúvida ilumina
um território mais profundo que o tempo.
[Refrão Final]
Se o silêncio tem fronteiras, já não preciso de as ver,
porque aprendi que os labirintos também servem para crescer.
Entre o peso da ausência e a vertigem de existir,
há mil universos secretos a nascer e a ruir.
E se a noite me decifra em alfabetos de luar,
que o amanhecer me invente,
que o amanhecer me invente,
sem me voltar a apagar.
Entre as Ruas da Cidade
Letra
Entre as Ruas da Cidade
Verso 1
Há luzes acesas na janela do costume,
E o vento traz histórias que eu não sei contar.
Passo pelas ruas onde o tempo se resume
Às pegadas que deixámos sem olhar para trás.
Pré-Refrão
E cada esquina guarda um pouco de nós,
Como ecos perdidos na voz da madrugada.
Refrão
Entre as ruas da cidade, eu procuro o teu sinal,
Nos cafés, nas avenidas, em qualquer lugar banal.
Se o destino nos cruzar, não prometo esquecer,
Porque há amores que partem, mas não deixam de viver.
Verso 2
Os relógios continuam sem pedir licença,
E os dias vão correndo como um comboio ao longe.
Mas ainda há uma fotografia suspensa
Num sorriso que o tempo nunca esconde.
Pré-Refrão
E cada memória dança devagar,
Como folhas de outono a cair no mesmo chão.
Refrão
Entre as ruas da cidade, eu procuro o teu sinal,
Nos cafés, nas avenidas, em qualquer lugar banal.
Se o destino nos cruzar, não prometo esquecer,
Porque há amores que partem, mas não deixam de viver.
Ponte
Talvez um dia o céu responda
À pergunta que ficou por fazer.
Talvez o silêncio me conte
Como aprender a perder.
Refrão Final
Entre as ruas da cidade, já não fujo do passado,
Levo as marcas da viagem e tudo o que foi deixado.
Se o destino nos cruzar, vou sorrir sem me esconder,
Porque há amores que partem, mas ensinam a crescer.
Outro
E nas ruas da cidade, quando a noite adormecer,
Fica a história que vivemos, fica aquilo que fomos ser.
Maré de Setembro
Ouvir
Maré de Setembro
Verso 1
Acordei com o som das ondas
A bater devagar no cais,
O café arrefece na mesa
Enquanto o mundo corre demais.
As gaivotas riscam o céu,
Leves como pensamentos meus,
E eu fico a olhar o horizonte
À procura dos sonhos teus.
Pré-Refrão
Há dias que passam sem aviso,
Como barcos que não voltam ao porto.
Refrão
E eu sigo nesta maré de setembro,
Entre o que perdi e o que ainda espero.
Levo o sol guardado no peito,
Mesmo quando o céu fica cinzento.
Se a vida me levar para longe daqui,
Levarei comigo tudo o que vivi.
Verso 2
As ruas contam velhas histórias
Escritas nas pedras do chão,
Cada passo traz uma memória,
Cada memória uma canção.
O tempo não pára nem abranda,
Mas também não leva tudo embora,
Porque há momentos que permanecem
Mesmo depois da última hora.
Pré-Refrão
E há estrelas que brilham mais forte
Quando a noite parece maior.
Refrão
E eu sigo nesta maré de setembro,
Entre o que perdi e o que ainda espero.
Levo o sol guardado no peito,
Mesmo quando o céu fica cinzento.
Se a vida me levar para longe daqui,
Levarei comigo tudo o que vivi.
Ponte
Não quero promessas eternas,
Nem palavras feitas ao vento.
Só um caminho para seguir
E coragem para cada momento.
Refrão Final
E eu sigo nesta maré de setembro,
Com o coração aberto ao tempo.
Cada chegada, cada partida,
Faz parte da mesma viagem da vida.
Se amanhã nascer um novo amanhecer,
Vou estar pronto para recomeçar e crescer.
Outro
Como o mar que nunca desiste de voltar,
Também eu aprendi a continuar.
Sem Travões
Letra
Sem Travões
Verso 1
Acordo tarde, cidade em chamas,
O mesmo trânsito, os mesmos dramas.
Olhos cansados, promessas no chão,
Mas ainda bate forte o meu coração.
Não quero viver preso ao espelho,
Nem carregar o peso do conselho.
Se o mundo diz para eu parar,
É mais uma razão para acelerar.
Pré-Refrão
E quando a noite cair sobre mim,
Vou gritar mais alto até ao fim.
Refrão
Sem travões, sem olhar para trás,
A vida é curta para viver em paz.
Se tenho fogo dentro de mim,
Vou queimá-lo até ao fim.
Sem correntes, sem pedir perdão,
Só o som da guitarra e a revolução.
Verso 2
As luzes passam a duzentos à hora,
Há quem desista, eu sigo embora.
Cada cicatriz conta quem sou,
Cada derrota ensinou-me onde vou.
Não há mapas para este caminho,
Nem atalhos para fugir ao destino.
Se cair, volto a levantar,
Ninguém nasceu para rastejar.
Pré-Refrão
E quando disserem que acabou,
É aí que o jogo começou.
Refrão
Sem travões, sem olhar para trás,
A vida é curta para viver em paz.
Se tenho fogo dentro de mim,
Vou queimá-lo até ao fim.
Sem correntes, sem pedir perdão,
Só o som da guitarra e a revolução.
Ponte
Mais alto!
Até a voz falhar!
Mais forte!
Até o chão tremer!
Não há muros que me façam parar,
Não há medo que me faça ceder!
Solo
Refrão Final
Sem travões, sem olhar para trás,
Com os punhos erguidos sou capaz.
Se o mundo inteiro disser que não,
Eu respondo com uma canção.
Sem correntes, sem rendição,
Só rock'n'roll e o coração!
Outro
E quando as luzes se apagarem enfim,
Que fique o eco do que viveu em mim.
Última Chamada
Letra
Última Chamada
Verso 1
Mais uma noite sem destino,
Neons a pintar o alcatrão.
Os mesmos rostos, o mesmo vinho,
Mas algo mudou dentro de mim então.
O rádio cospe velhas canções,
Que falam de quem eu já fui.
Deixei para trás as ilusões,
Agora só sigo o que me constrói.
Pré-Refrão
E se a estrada acabar aqui,
Faço outra com os meus pés.
Refrão
Esta é a última chamada,
Para quem não tem medo de cair.
Fecha a porta ao que não vale nada,
E aprende de novo a seguir.
Grita contra o vento, sem razão,
Até a noite ouvir o teu nome.
Porque a vida não espera ninguém,
E o tempo nunca dorme.
Verso 2
Há cicatrizes que não se veem,
Mas pesam mais do que metal.
Há batalhas que ninguém percebe,
Travadas em silêncio total.
Mas cada queda deixa marcas,
E cada marca tem valor.
Não há vitória sem arriscar,
Nem liberdade sem dor.
Pré-Refrão
E se me disserem para parar,
Vou aumentar o volume outra vez.
Refrão
Esta é a última chamada,
Para quem não tem medo de cair.
Fecha a porta ao que não vale nada,
E aprende de novo a seguir.
Grita contra o vento, sem razão,
Até a noite ouvir o teu nome.
Porque a vida não espera ninguém,
E o tempo nunca dorme.
Ponte
Levanta-te!
Não deixes o sonho morrer!
Levanta-te!
Ainda tens muito para dizer!
O mundo tenta apagar o fogo,
Mas ninguém pode apagar o sol!
Refrão Final
Esta é a última chamada,
Não a deixes fugir.
O futuro não está escrito,
Está à espera de existir.
Com guitarras, suor e paixão,
Vamos rasgar a escuridão.
Porque enquanto houver uma voz,
Haverá sempre uma canção!
Outro
E quando o amanhecer chegar,
Vamos rir de tudo o que tentou parar-nos.
Porque os que sonham acordados
São os que mudam o mundo.
Um Passo de Cada Vez
Letra
Um Passo de Cada Vez
Verso 1
Quando o céu parece fechado
E a estrada não mostra o fim,
Quando o peso do passado
Tenta falar mais alto em ti,
Lembra-te das montanhas grandes
Que começaram por ser chão,
E de todos os navegantes
Que seguiram sem direção.
Pré-Refrão
Nem sempre a força é resistir,
Às vezes é voltar a tentar.
Refrão
Um passo de cada vez,
Sem medo de recomeçar.
O futuro não se vê,
Mas constrói-se ao caminhar.
Se hoje a noite é escura,
Amanhã nasce outra luz.
Cada sonho que perdura
É uma estrela que te conduz.
Verso 2
Não compares a tua viagem
Com quem já chegou mais além.
Cada vida tem a sua margem,
Cada rio corre diferente também.
Há sementes escondidas
Que demoram a florescer,
Mas as mais belas conquistas
São as que custam a crescer.
Pré-Refrão
Nem sempre vencer é chegar,
Às vezes é não desistir.
Refrão
Um passo de cada vez,
Sem medo de recomeçar.
O futuro não se vê,
Mas constrói-se ao caminhar.
Se hoje a noite é escura,
Amanhã nasce outra luz.
Cada sonho que perdura
É uma estrela que te conduz.
Ponte
Ergue os olhos para o horizonte,
Há mais caminhos do que podes ver.
Dentro de ti existe uma fonte
Que nunca deixará de correr.
Mesmo que o vento mude de direção,
Mesmo que a dúvida venha ficar,
Há uma voz no teu coração
Que sabe para onde quer levar-te.
Refrão Final
Um passo de cada vez,
Com coragem para acreditar.
Porque tudo o que alguma vez
Pareceu impossível de alcançar,
Começou num instante simples,
Num gesto, numa decisão.
E o mundo muda para sempre
Quando segues o teu coração.
Outro
Um passo de cada vez,
E um dia vais olhar para trás,
Não para ver o que perdeste,
Mas para reconhecer o quanto cresceste.
Hoje é Nosso
Letra
"Hoje é Nosso"
Verso 1
A cidade acorda devagar,
Mas eu já sinto o coração a acelerar.
Há qualquer coisa no ar,
Como se o mundo estivesse prestes a mudar.
As ruas cheias de histórias por contar,
Sorrisos que aparecem sem avisar.
Não sei o que o dia vai trazer,
Mas sei que não o vou deixar fugir.
Pré-Refrão
Porque a vida passa num segundo,
E eu quero viver cada momento.
Refrão
Hoje é nosso, deixa o medo para trás,
Abre os braços e acredita que és capaz.
Se o sol brilhar ou a chuva aparecer,
Nada nos impede de acontecer.
Hoje é nosso, canta mais alto outra vez,
Os melhores dias começam de uma vez.
E se o futuro vier sem avisar,
Vamos recebê-lo a dançar.
Verso 2
Há sonhos escondidos em cada olhar,
Há caminhos novos para explorar.
Nem tudo tem de fazer sentido,
Às vezes basta seguir o instinto.
E quando a dúvida quiser entrar,
Lembra-te de tudo o que já conseguiste alcançar.
Cada passo que deste até aqui
É a prova de que nunca desististe de ti.
Pré-Refrão
Porque a vida passa num segundo,
E eu quero sentir cada momento.
Refrão
Hoje é nosso, deixa o medo para trás,
Abre os braços e acredita que és capaz.
Se o sol brilhar ou a chuva aparecer,
Nada nos impede de acontecer.
Hoje é nosso, canta mais alto outra vez,
Os melhores dias começam de uma vez.
E se o futuro vier sem avisar,
Vamos recebê-lo a dançar.
Ponte
Oh-oh-oh, levanta a voz!
Oh-oh-oh, somos nós!
Não há limites para quem sonha acordado,
Nem barreiras para quem segue determinado.
Refrão Final
Hoje é nosso, sente a força que há em ti,
Olha em frente, o melhor ainda está por vir.
Cada batida, cada canção,
É mais um motivo para seguir em frente então.
Hoje é nosso, e ninguém vai apagar
A vontade de viver, de lutar e celebrar!
Outro
Oh-oh-oh... hoje é nosso!
Oh-oh-oh... e o melhor está para chegar!
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